terça-feira, 6 de novembro de 2012

Soleira da alma


Pelas dores que trago em mim,
Tornei-me um homem morto.
Sinto uma solidão sem fim.
Sigo pasmo, em mim absorto.

Tornei-me doente da alma.
Uma mágoa se confessa.
Abre-se dela uma ferida,
Mas a quem isso interessa?

Sofrimento, digo que não presta.
A escuridão perfaz-me por inteiro,
E a luz faz-se apenas numa fresta.

Plena de sombras, a alma atesta:
''Não é possível seguir amando...
Com o fragmento de paz que me resta.''

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

Nenhum comentário:

Postar um comentário