quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Futuro


Novidade estranha, mas tão relevante.
Olho-me: estou aqui de novo, renovado!
Como foi que em mim se deu o fado
Que carreguei, sem dar passos adiante?

Parado. Calado. Quieto e fraco,
Fiz em mim um coquetel de desesperos.
Mágoas e amargura dentre os temperos.
Não fui mais que, à deriva no mar, um barco.

É fato: tropeços podem nos fazer cair.
Mas se não caímos, servem-nos de impulso.
Com o susto do tropeço, acelera-se o pulso,
Demorando para acalmarmo-nos de novo e seguir.

O caminho adiante é aquilo que nos resta.
Nada vale o preço das dores que trazemos.
Larguemos suspiros, lágrimas e caminhemos,
Pois, ao futuro, o passado de nada mais presta.


Pedro Igor Guimarães Santos Xavier


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