terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Bom dia, mundo! Bom dia, vida!



Era um dia como outro qualquer. Eu havia acordado cedo. O sol já havia se mostrado, entretanto. Nada naquela cama motivava-me a manter-me em repouso.Parecia que o mundo clamava por mim lá fora, acordado. Eu recomeçava mais um dia, mas não como antes já havia feito. Era um novo dia. Era um novo ano. Um recomeço.

Decidi em mim mesmo fazer um novo ano apesar de, coincidência ou não, o ano novo ter acabado de começar há algumas horas, naquela noite que embalei-me em sono, até acordar refeito, após algumas taças de champagne divididas com meus amados pais em brindes sonoros de ''seja bem vindo, ano novo!''.

Eu não havia planejado. Tudo era como antes: a mesma barba, os mesmos pés descalços ao levantar-me da cama, a mesma caneca com um café quente e delicioso preparado pela mãe magnífica que Deus deu a mim, tomando minha xícara ao lado de meu amado pai que, por sua vez, preparava-se para mais um dia de trabalho em mais um lanche matutino conosco. Eramos nós, ali, pai, mãe, filho e o mundo. Um quarteto que recomeçava um novo ano.

Eu havia prometido ser um novo homem como em tantas outras vezes havia feito nos instantes antes da chegada de outros anos. Sim, o ano virou outro! Mas, dessa vez, algo aconteceu de novo e eu sinto: sou um novo eu! A promessa cumpriu-se - ou eu mesmo resolvi cumpri-la dessa vez. Pouco importa o que de fato ocorrera. O que interessa-me é o dia de amanhã; desde hoje, há 365 novas oportunidades de garantir a permanência de minha promessa e a sobrevivência desse novo eu que, enfim, irá definir-me como o que de fato sou. Serei um novo eu - ou, melhor dizendo,serei eu, enfim! Um novo homem, um homem feliz a cada dia, mais e mais... mais e mais! Sempre mais e dividindo toda essa felicidade com todos!

Cá, nesse mundo estranho, éramos meus amados pai e mãe, eu e todo o mundo ao nosso redor, ladeando-nos naquela habitual mesa de café da manhã, o universo que nos havia sido dado por Deus. Sim, lá estávamos nós! Aquilo era tudo. Uma nova manhã; um habitual café junto das habituais e costumeiras risadas matutinas banhadas em amor familiar. Sim, eu senti naquele instante: havia começado um novo ano. Havia iniciado uma nova vida. Era o primeiro dos 365 dias iniciais de uma eternidade. Era um novo momento, um novo início. Iniciava-se ali um novo eu, com novos rumos. Dali, partiria rumo a novas atitudes. Um novo eu que ali se mostrava. Ou, quem sabe, enfim, havia chegado o momento do verdadeiro reencontro de mim mesmo com meu destino? Ou então seria como o amadurecimento de um ser que estava findado, ali, e,a partir daquele instante iniciando um novo tempo? Feliz ano novo. Feliz nova vida, é o que desejo a todos e farei em mim, em nós, ao mundo! O melhor de mim chegou! Começarei hoje novo caminho. Bem vindos, novo ano e novo eu! 

Ao amanhã? Peço que me aguarde. Chegarei em breve até você de pés cansados, sim, de tanto caminhar, mas repleto de felicidade por estar, enfim, caminhando sobre meus pés agora devidamente firmes e livres, seguindo os rumos que tracei junto a Deus. 

Obrigado, Senhor. Farei em mim o planejado. Bom dia, mundo! Bom dia, vida! Ai vou eu, em mim, renovado!

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier


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