terça-feira, 16 de abril de 2013

Coisas que passam



Algo como se eu estivesse dormindo até aquele instante.
Nada ali valia a pena, eu vi! Mas, acordei, embora atordoado...
Uma pedra caiu-me por sobre a cabeça? Fora estranho!
Num instante, radiante; noutro momento, anestesiado em dores.
É assim que a vida faz-se a passar. Ora assim, ora assado: tudo passa!
Sem entrelinhas, o roteiro faz-se e desfaz-se em cômica tragédia...
Um romance, ou uma fábula? De amor ou ódio, de que vale?
Todos somos impelidos à interpretação de personagens autênticos! 
Enquanto isso, somos todos vítimas de personagens alheios...
Infindos personagens. Somos todos um mar de atores.
Cenário insólito, modifica-se constantemente apesar de nós...
Estamos ainda aqui, aprendendo a caminhar enquanto tudo,
Tudo mesmo, passa sem dar-nos créditos ou ao que achamos,
Ou ao que queremos. Fantoches do tempo e dos fatos,
Todavia, cremo-nos fortes, ''donos de si''... Tolice!
É como se estivéssemos dormindo e, num estalar de dedos,
Acordados, vemos que toda a vida passou!
Escorreu por entre os dedos de deus...Caiu ao chão...
Partiu-se...! Partimos! Afinal, tudo passa enquanto efêmero -
E é o que somos: tudo e todos um mar de coisas que passam...

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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