Tento deixar para o mundo algo do que penso, escrevendo. Agonias? Dores? Alegrias? Poemas? Crônicas? O que mais? Não! Não sei qual modelo me afaga mais em minha ânsia humana por paz. Catarse? Sim, um pouco. E me basta! Trazendo algo de ''Tabacaria'', de F. Pessoa, digo: espero que fique, ''da amargura do que nunca serei, a caligrafia rápida desses versos'', num pouco de mim. Eu, que ''não sou nada, não posso querer ser nada''. Mas, ''à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo''.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Para o ar
Quero viver a proeza de tempos de paz, fé, amor...
Quero apenas erguer a espinha sem causar-me dor,
Pois andei deveras rebaixado a um patamar de lágrimas.
Quais sejam os horizontes vindouros, hoje, amanhã...
Quero estar apto a receber tudo de alma limpa e mente sã.
Quero desfrutar dos sentimentos benfazejos que se avizinham.
Qual criança que aprende a caminhar, tropeçando pelo caminho,
Sou eu um novo homem de alma ereta hoje - mesmo que sozinho.
Antes não sabia que para ser feliz eu precisava, primeiro, entender-me.
Entendo, enfim, o que sou e quero; conheço-me hoje mais que esperava...
Esperanças aumentam-se às tantas; tristezas apequenam-se rompendo a trava
Do desespero que enfim foi-se embora. Sou livre - como eu tanto aguardava!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário