Rostos ao longe ou por perto.
Tanto faz! Todos tão distantes...
Rostos tensos, de semblante incerto,
Franzindo o cenho, sorrindo aos montes...
Vidas inquietas por detrás da face...
Quem as vê? Por quê a trazem assim?
Em cada rosto jaz um templo, um disfarce...
Vejo em todos um pedaço disperso de mim!
Quem sou eu na imensidão de rostos?
Quem sou eu na face em que me escondo?
Ruídos constantes da cabeça à alma impostos,
E cada pergunta perfaz-se como um surpreso estrondo.
Louco? Menino? Adulto? Humano!
Há um pouco de mim em cada conceito.
Na busca por respostas, encontrei meu engano,
Pois das perguntas é que transponho-me, refeito!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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