Mais um que nasceu e foi-se embora para Deus (ou sabe-se lá o que há) cedo, bem cedo... Morre outra criança! Morre outra história que poderia ter sido feliz - ou não, sabe-se menos ainda.
O que há de certo e incerto para além da morte e da vida, em respectivo? Nada e tudo, digo, respectivamente. A vida é nada mais que um passar de horas contadas, para uns mais, para outros menos; para uns de alegrias, para outros de consolo e lágrimas - ou apenas lágrimas. De certo na vida? A morte! De certo na morte? Nada além que ser o fim da vida.
Morre outro ser bento, outra alma pura... Morre outra criança, outra alma pura... E, nesse dia, morre outro dia ao passar das horas que nos tiram mais essas horas da vida que ainda estamos nela apesar dos que se foram. Confuso? Sim! Vivos? Talvez estejamos, mas de nada vale estar, afinal, por mais quantas horas? Por qual motivo esperar? Por qual motivo viver?
Mundo cruel! Se Deus existe e está no céu, Deus deve ser menino, moleque, que gosta de rir-se da desgraça que criou nessa gaiola azulada que damos nome de Terra. Deus deve estar rindo do caos que impera no seu brinquedo animado... Mundo insano e desconhecido para nós que nada mais sabemos fazer a não ser suplicar por horas de felicidade a Ele. E Ele? Sim, suplicas por horas de felicidade. E Deus gosta de quem pede? Acho que pode ser isso: talvez ele goste de quem pega, encarcera, rouba a felicidade pelas próprias mãos, tanto por bem quanto por mal - mais pelo último recurso, de acordo com o que vejo nesse mundo hoje... Nisso pode ser que haja o motivo de tanta gente ruim permanecer ilesa no mundo, a sorrir sorrisos amplos.
Por hora, apenas sei que mais outra mãe chora, e nada Deus há de fazer quanto a isso.... Nada...
Por hora, apenas sei que mais outra mãe chora, e nada Deus há de fazer quanto a isso.... Nada...
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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