Do correr da vida? Ai...!
Dói pensar o tempo que vai.
De dentro de mim um suspiro sai...
E a paz que era minha passa, esvai.
Sou eu as dores que carrego?
Das dores que há, alguma eu nego?
Quantas são as que me entrego?
Olho para dentro de mim, cego...
Sei de mim menos que dos demais.
Habituei a me sentir menos e doar-me mais.
Vivi dores de outros que não eu, demais.
E agora? Resta o que, ademais?
Pensei que seria eu, hoje, algo diferente.
Seria um outro, altivo, forte, sorridente...
Mas vejo-me fraco, débil, demente.
Que fiz eu daquilo que sonhei, crente?
(...)
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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