terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Devaneio sobre o amor, o amar e o demais que há

Quero jurar amor eterno, mas onde está o amor? Inexiste? Quiçá haja amor para além das portas e muros, mas tenho sido levado a pensar que o amor é mero chiste. Queria saber onde estão as pétalas da rosa do amor que, perdidas, não deixaram rastros. Sobraram apenas os espinhos espalhados pelo mundo; hoje, já estão gastos.

Onde haverá espaço ao amor nessa terra de dissabores infindos espalhados pelos caminhos? Haja o que houver, haverá o dia de retornarem os amantes ao mundo; hoje estamos todos sozinhos... Haverá tal dia que, de um amor transcendente, tão profundo, canções apaixonadas serão entoadas a cada segundo... E, sabendo disso, seguiremos tranqüilos aguardando dias melhores que serão dados ao mundo.

Afinal, dias piores que os atuais, sem amor ou algo mais além da solidão, há como existir? Teremos no futuro pessoas de corações abertos, amores reais... Sem espaço para pranto! Tal dia há de vir. Ah, do amor, espera-se tanto, tanto...

Haja o que houver, haja o que há de ser dado: teremos em um dia adiante o amor por todo lado. Desse dia em diante, estaremos aptos a exercer o lado humano que nos falta e, da felicidade mais alta, pularemos aos braços do mundo sem medo da queda. Não cairemos! Amor real dá asas e, alados, voaremos rumo a um futuro benfazejo o qual, com os olhos de hoje, não vejo, mas hei de testemunhar sua existência.

Haverá dias melhores ao mundo humano - hoje tão doente, demente, insano.. Afinal, haverá dias piores? Só de pensar neles, seria completo engano. Estamos no fundo do poço? A saber, creio que sim. Estamos assim desde o dia em que esquecemo-nos do amor e nos perdemos de Deus, de Seus planos. Afinal, abandonamos o amor ou sobre ele e seus poderes nos enganamos? 

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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