Paro, sento e escrevo. Não fosse isso, não sei como estaria hoje. Escrever faz-se para alguns, para mim inclusive, algo como uma necessidade fisiológica, quiçá... Decerto, traz para mim um bem enorme externado em palavras que pedem para sair e somarem-se em frases, sentenças, textos quaisquer... Sem eles, eu estaria de fato completamente sozinho e desamparado, é bem verdade dizer.
O que seria daqueles solitários e inadaptados ao mundo (como eu!) sem a possibilidade de escrever, poetizar suas esperanças e transcrever suas frustrações e decepções em frases de maior ou menor estrutura poética? Sem as palavras que trazem conforto, não haveria alento qualquer às muitas almas inadaptadas que temos perdidas e esquecidas pelo mundo. Tudo isso pois são alma transgressoras da capacidade de entorpecer-se pelo conforto da monotonia do cotidiano... Inadaptados, portanto. Ah, como é péssimo isso!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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