Vejo o que escrevo. É tudo meu?
Ah, como dói ler e saber que sim...
Como dói ler, pensar e saber-me eu!
Textos...textos... Quero pôr fim em mim.
Mente sã. Corpo são?
Mente doente. Corpo doente?
Que sou eu além de desprezo? Vão...
Sigo os dias sedento por paz e demente.
Ao meu corpo, podem dar um espírito novo?
Pronto, Deus, doo minha carne a outra alma.
Pegue! Leve adiante. Resolva ou eu resolvo.
Seria a morte ou uma outra vida o que me acalma?
Ah, Deus... Outrora eu tive tanta esperança.
Outrora eu era confiante e capaz, forte como queria.
Quero dormir e chorar. Tudo em mim me cansa.
Tome meu corpo, Deus! Dê a alguém - ou o largo na via.
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