Sou uma cópia adulterada por mim mesmo
daquele homem que eu um dia sonhei que seria.
Planejei tanto. Sonhei tanto. E hoje?
Hoje resta apenas a certeza da não realização,
a certeza do não entendimento,
a certeza da não aceitação.
Hoje há certezas dos erros e
algumas conclusões sobre alguns acertos.
A balança pesa desigual!
Os tropeços somam-se e fico mudo.
Calado diante das coisas, dos fatos, dos momentos,
sou uma foto abstrata na parede. Não reconheço-me!
Apenas olho para dentro do que esperei de mim ser,
mas nada enxergo do novo e dos sonhos em mim.
Apenas rugas, dor nos ossos, enfim...
Uma mão que pende com uma caneta em riste,
e um rosto que abaixa-se fitando o solo, triste.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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