Meu jeito de amar adoece (e adoeceu)... Entendo isso hoje! Sou dos que sonham, criam romantismo mesmo que haja um imenso mar de solidão a dois... Crio esperanças e expectativas já de início. Sim, sou um idiota! E, além disso, não sei lidar com as pequenas e nem muito menos com as grandes frustrações na vida - no amor não seria diferente.
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Fernando Pessoa escreveu que "o mundo é para quem nasce pra conquistar e não para quem sonha que possa conquistá-lo - ainda que tenha razão". Já disse um dia e repito: penso que esse raciocínio sirva perfeitamente ao amor.
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Há os que se encontram num par logo de início. Quem não conhece casais que lutam no amor há décadas? Tantas vezes, desde adolescentes ou desde quando eram bem jovens, adultos jovens... Há os que nunca encontraram... E há os que encontraram amor e jogaram fora. Há vários. Você também?
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Neruda escreveu: "assim te amo porque não sei amar de outra maneira". Eu repetiria essa frase eternamente... Em todas as vezes em que dediquei tempo (sonhos, esperanças, expectativas) ao amor, fiz o melhor de mim, mas não sabendo ser um, não fui um bom "dois" naquele par. Seria isso? Quando não estamos bem em plenitude de nosso ser, há uma série de empecilhos para aquela pessoa que luta por nos amar. E entendo isso de forma serena hoje.
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Não dá para julgar quem nos deixa de amar quando não estamos sendo bons para nós mesmos; quiçá o seríamos para a mulher amada? Jamais daria certo. Dessa maneira, Fernando Pessoa acertou mais uma vez sobre a necessidade de ser inteiro, ser um, antes de querer ser dois, um par. Quem não é boa companhia para si, há de resolver isso logo ou aceitar a condição de ser sozinho. Não há nada que nos dê o direito de levar o caos que somos e temos dentro de nós para a vida da mulher que amamos. Correto?
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Quem sabe haja cura? Quem sabe haja amor? Quem sabe haja futuro? Quem sabe? Quem sabe haja jeitos de amar ainda?
_ uma reflexão após refletir sobre uma série de questões, perdas e fracassos.
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