domingo, 9 de janeiro de 2011

À luz do amor

Onde está o amor que tanto e por todos é falado? O que dizer de nós, humanidade, que, à mercê de sua própria sorte, é massacrada? Somos assim: falamos muito e sofremos da mesma forma, por nossos próprios erros. Para que pregarmos uma realidade que dela não fazemos uso? Tanto amor saindo das bocas, tão pouco de amor saindo das ações de cada ser humano. Para que pedir a Deus milagres e bençãos se nem ao menos seguimos o que por Ele nos ensinaram? O que está acontecendo com o povo que Ele criou? Matamos e odiamos uns aos outros. Somos egoístas! Somos insensíveis? Por que não amar, de fato, sem medo de críticas? Sem medos de opiniões pejorativas dos inúmeros hipócritas desse mundo de Deus? O que nos diriam a amada Madre de Calcutá ou nosso não menos amado Mahatma, o "pequeno" indiano?

Por que não se fala do bem que poderíamos fazer e apenas salientam-se nas redes de mídia as maldades desenvolvidas e perpetuadas no mundo? Por que não um maior incentivo ao amor, ao bem comum? O bem não é falado, mas o mal a todo tempo nos é mostrado, vomitado das televisões em nossas salas por jornalistas muito preocupados com a audiência de seus telejornais, mas pouco interessados em seu papel tão importante na construção de uma sociedade melhor - sedenta por informação, mas pouco preparada para entender tantas informações e interesses cruzados. Por que não deixamos mais as crianças sonharem com um mundo novo de paz, de amor, da boa e velha cordialidade? O que fizeram com os sonhos de um futuro melhor? Em que momento paramos de sonhar e por que paramos?

Ó, Senhor, tudo aqui está danificado, mas ainda há um jeito. Espero que o homem o mais cedo possível encontre em Ti (ou em si?) a resposta para tais perguntas que nos assombram e teimam em obscurecer sonhos e anseios coletivos. Espero que um dia possamos ter a certeza de que a luz do amor acabou com o ódio e com a dor de um passado tão, por nós, imperfeito.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Muito agradecido. Seja bem vindo para acompanhar o blog. Tomara que goste também dos novos textos. Att, Pedro Santos Xavier.

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