quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ao Relento, Um Devaneio.



Quis nunca duvidar que a verdade dói
Mas, de tanto tentar, descobri
Que mentir é proteger o que te vem,
Um futuro próximo.
É anestesiar situações,
Mas nunca curar a realidade!
Quem mente se arrepende;
Quem diz a verdade aprende.

Somos simplesmente pessoas reais
Separadas pelo que dizemos.

Verdades doem, eu sei.
Mentir dói mais, é lei!
Quem nunca sofreu pela mentira
De um verdadeiro amor?
Ou pela ida daquela a quem amou?
Quem sabe o que é amar, não mente.

Quem apenas desconfia o que seja,
Pede desculpas,
Rende-se em prontidão.
Pois tenta amar!
E amar é, também, saber pedir perdão.

Quem nunca descobriu tal sentimento,
(O amor?)
Morrerá mentindo,
Ao relento.
(Nunca pede perdão)

Perdoar é regar sem rancores
A erva daninha que se semeou
Danificando a saúde da planta viva
Que em solo fértil se plantou.

Perdoar é um belo ato,
Após um ato torpe cometido.
Um remédio eficaz
E demasiado belo se vivido.

Se mentes e te arrependes,
Parabéns!
Mostre-se à tua vítima, então!
Arrependimento sem lágrimas,
É amor sem sentimento,
É vão!

Sentes pesar?
Cansado de carregar tua culpa?
Luta amigo,
Luta!

Tua luta contigo
Será teu abrigo,
Se de fato te arrependeste
Do erro atroz cometido.

Perante teu julgamento,
Deixo-te escrito aqui:
Acordes amanhã com a certeza
De que perdoaram a ti.
(Ou tua vítima da Terra,
Ou os deuses do céu)

Mas, se fores dormir
Ferido pela mentira de alguém
Peça desculpas a ti mesmo
Por estares chorando.
(Nunca chores por ninguém!)

Tenhas pena de ti,
Pois uma mentira qualquer
Nunca merecerá uma lágrima sequer.

O perdão, sim,
Pois é belo e ameno.
Esse é chama que queima
Em terreno qualquer
Sempre, ao seu modo,
Calmo e sereno.

O perdão é o vento de esperanças.
É o amor de uma amada;
Um carinho de mãe.
Beijo eterno ao ego de Narciso
Que porventura te acompanha.

O que é o perdão?
Um simples fazer acontecer
Acompanhado de um nada pensar
Acerca do passado.

Nada mais,
Apenas fazer o que é certo.
E o que é certo, faz-nos bem.
(Amém! E que assim seja.)

Não crês?  Creia.
Mentir (dizem) é como matar:
Aquele que mente fica marcado
Mesmo que perdoado.
(Será julgado!)
Mas o que perdoa é levado
Ao alto céu durante o adormecer
E já deixa como legado tua ação
Logo ao amanhecer.


Pedro Santos Xavier

sábado, 11 de dezembro de 2010

Olhai os lírios do gueto


Corre o menino pelado na rua,
Desdenhando de tudo e todos.
Na leveza de teu ser:
Ele corre.

Sorri para o mundo.
Sorri feito criança,
Pois criança ele é,
Criança sempre foi.

Em meio aos arranha-céus da cidade,
Ele passeia seus olhos distraídos
Sonhando com a infância
Do outro lado da rua.

Como seria lá?
Como ele seria lá?
Com quem estaria lá?
Até quando estaria lá?
Pôs-se a meditar,
Mesmo que criança ele fosse.
Tão pequenino,
Mas tão real acima de tudo.

Via-se distante daquilo,
O mundo dos carros, dos aviões...
O mundo dos computadores,
O mundo das televisões...
O mundo do dinheiro fácil,
Ó mundo hostil...
Por debaixo de tetos de gesso,
Em arranha-céus, os mais altos,
Imponentes como que em total empáfia
De uma pobre e ignorante nobreza.

Ele, criança,
Apenas tinha teu sorriso
E o abraço da mãe alcoólatra.
Mãe essa que,
Apesar de querida,
Bebia por desgosto,
Tentando dar gosto à sua própria vida.


Vida sem esperanças ou expectativas,
Pois as havia perdido há muito,
Quando lhe roubaram o futuro
Tão sonhado em meio
À sua infância problemática,
No gueto da cidade imponente,
Com seus belos e vários arranha-céus...

O álcool era para tua mãe
O refúgio do ladrão
Que, tentando esquecer-se
Dos próprios erros cometidos,
Abrigava-se por debaixo de ''teto''
Temporário e irreal que fosse,
Que lhe servisse de alento
Diante dos medos do amanhã
Ou os medos dos próximos segundos
Na sua vida inútil que levava...
Nascida e criada no gueto.

Caminhava a criança pela rua
Descendo do morro às pressas,
Rumo à escola, ao futuro sonhado...
Morre na calçada,
Saindo do morro
Para a eternidade
Sob um mar de balas
Que, rodeando o céu,
Procuravam um alguém
Que, as recebendo,
Cairia ao chão...
Não pela força da gravidade apenas,
Mas sim pela gravidade dos fatos
E da violência inconteste
A qual ela, aquela criança,
Tanto se habituou a testemunhar.
Caída no chão,
Com a bala no peito,
Caminhou para a morte costumeira,
Porém, não menos triste.

Como sorria,
Parecia feliz antes da morte.
Como morreu com um tiro,
Parecia bandido.
Como parecia bandido
E corria pelas ruas
Em meio à calçada tumultuada,
Morreu - outro inocente!
A sociedade foi quem a matou
Quando a deixaram viver ali,
À mercê das oportunidades,
Em cenários vãs e vis
De um mundo violento,
Em uma humanidade hipócrita,
Com realidades tão contrastantes
E demasiado hostis...

Morre mais uma criança.
Morre mais um na infância
Sofrida e corrompida no morro.
Mas, apesar de tudo,
Nunca morre a triste realidade
Do sofrimento do povo,
Das minorias acuadas
Por um mundo capitalista, fantasioso e falacioso
Que mata as minorias - ou as deixa morrer
Ao invés de erguerem-nas
Para andarem juntas
De todos.
Rumo ao futuro merecido,
Pois, afinal, somos todos irmãos.
Todos iguais.
“Humanos é o que sois”
Diria Chaplin.

Que Deus a tenha com Ele,
Pois nos foi retirada
Aquela criança
Como tantas outras,
Como tantos outros.
''Vinde a Mim as criancinhas''...
Não era isso que Ele pensou!
Não era assim que Ele pensou!

Crianças: corram nas ruas,
Mas não corram por medo.
Corram simplesmente
Por serem crianças.
Afinal: crianças é o que sois!
Nunca corram do medo.
Se ele existir em vós, pequeninos,
Sejam crianças apesar deles,
Sempre!

Tiramos a infância de varias gerações
Com medos de guerras falsas,
Ou fazendo guerras, de fato.
Façamos a paz para breve,
Pois da paz
Conseguiremos o futuro.
Do futuro, conseguiremos crianças felizes,
Enfim!

Não deixem de lado as minorias que sofrem.
Não deixem de lado as crianças que choram.
Olhai os lírios do gueto.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Coração


De tudo, me restou o pouco que a mim interessa.
Fiz de mim uma metamorfose,
Saindo de dentro da pele seca que me prendia a alma.

Hoje, sacio-me com o amor.
O amor me preenche o peito,
E, para mim, sou apenas meu peito,
Pois importa-me o coração,
Nada do resto do corpo.

O coração bate, e com ele sinto!
E com o sentir, vivo!
E vivendo, sou feliz!

“Para que braços, pernas,
Costas e mente
Se tenho um coração?”
(disse o poeta maluco, mas feliz)
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

Do amor





O padre disse algo sobre a vida após a morte, mas matou a própria vida para viver sua igreja!Perdeu a chance de ter seus filhos e de amar sua amada esposa...  Acreditou ser pecado o amor  - mas, na verdade, ninguém sabe amar!
Amor é do espírito, não da carne. Pecado é o não amar, por isso amo sonhando com o céu, pois quem ama vive nele, com Deus a observar dando, de longe, sua benção, alegre por nós. Há amor demais na Bíblia! Há amor demais no céu! Há amor demais nos seres, mas há dúvidas demais nas nossas cabeças carentes. 

Mas: o que é o amor? Não me interessa dizê-lo, interessa-me apenas deixar que ele exista em mim e, acima de tudo: senti-lo! Pois o amor é sentimento, e não coisa de dicionário.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

Barulho





Ao fundo, o som do trânsito na estrada.
O sol a bater no alpendre.
A chuva a caminhar vagarosamente
Vinda do horizonte enevoado.
Perco-me em meio aos sons.
Há barulho demais no mundo!
Há um mundo de interpretações no excesso de barulhos.
Somos seres sem calma,
Pois barulhentos demais o somos.
O barulho foge da calma (ou melhor, o contrário)!
A calma caminha de mãos dadas ao silêncio.
O silêncio, sem saber, acredita-se caminhando sozinho.
E nós, perdidos no meio do caminho,
Entre eles, de mãos dadas
Com o barulho por nós gerado.
Piso no acelerador, o motor ronca.
Quisera eu pisar no freio
E caminhar silenciosamente 

Com meus próprios pés já aos calos.
Há aceleradores demais no mundo. Que haja!
A mim, carrego-me por sobre meus pés calejados,
Porém, ainda assim, silencioso e calmo.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

O Poeta

O poeta escreve com dores de cabeça,
Pois pensando demais sofre.
Mas uma poesia pensada em demasia é doença?
O poeta pensador é um doente?
Poetas não pensam; sentem, sentam-se e escrevem.
Há poesia demais nos sentimentos
E muito pouca na razão.



Pedro Santos Xavier

A Casa de Telhado Branco





No horizonte, a casa
De telhado branco 
À frente de um barranco.
Cerca viva em sua volta.
O céu azul a lhe espreitar
(assim como eu)

Que natureza mais real
Que acordar em meio ao verde
Dos matos, dos vales, das plantas
Testemunhando o canto dos pássaros?

Soubesse eu antes 
Que isso era o que eu sonhava,
E teria dado a mim mesmo 
Um começo diferente.

Hoje, admiro ao longe
A casa, o telhado branco, a natureza ao redor,
Mas sou natural, apesar de tudo.
Pois sou um ser como outro qualquer,
E, percebendo-me no engano,
Posso mudar a qualquer momento.
Pois o que a mim interessa é um novo fim
Não, porventura, o começo desleixado 
A que me impus.


Pedro Santos Xavier

Ao Amigo Caeiro

Quem me dera ver-me cantando aos montes e prados
Como se não houvesse tristezas no mundo
Um monte é um amontoado de terras
Como eu sou um amontoado de tristezas
Triste em meio a uma pitada de alegrias incontestáveis

Mas o mundo não é feito para ser sofrido
Mas simplesmente vivido!
E que vivamos a vida de forma correta
Como o vento que passa, ruidoso ou não
Mas passa sem que para isso precise pensar ou sofrer

A vida é um vento que passa
Nós, seres, simplesmente somos!
Caso contrário, não nos apelidariam de “seres”
Somos o que somos
E isso deve bastar a nós!

Incontáveis vezes o desespero se nos apresenta
À porta de nossos dias.
E num, lampejo de desatino,
Desesperamo-nos como quem nunca tivesse vivido antes
Ou sofrido um primeiro sofrimento.

Cansamo-nos da vida por sermos seres cansados
De tanto pensar e medir as coisas.
Há metafísica demais em nossas mentes
E pouca (bem pouca) na natureza.

Vivamos o natural da realidade incontestável,
Apenas isso!
Seremos felizes, conforme Caeiro,
Se assim fizermos.

Pedro Santos Xavier

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Que país FOI esse?


Em que país vivemos, meu caro amigo? Há muito não sei a resposta para tal especulação. Tento tirar de mim uma meia dúzia de hipóteses, mas nada encontro. Chegaram por aqui, há algum par de séculos, portugueses mal informados quanto ao que de fato era o que viam com seus próprios olhos depois de ouvirem gritos de ‘’terra à vista’’. Após pisarem em terra firme, deram-se conta de que não estavam sozinhos -ou um pouco antes disso. Tentaram ludibriar os antigos e, para eles, primitivos cidadãos nus com uma infinidade de "badulaques". Daí, nascia a propina em nosso país, filha de portugueses e índios que nos fora deixada como herança. Trocadas as figurinhas, portugueses e indígenas puseram-se lado a lado sob um mesmo teto – se é que havia algum teto por aqui naquela ocasião. As índias, possivelmente entretidas em suas atividades corriqueiras, num primeiro momento, acredito eu, não deram muita bola para os homens cheios de pêlos que chegaram pelo mar. Passado algum tempo, cansadas de seus índios nus, os trocaram pelos brancos, também nus. Daí nascíamos nós.

Bom, nossa pátria brotou num solo regado por uma prática antepassada de nossa tão conhecida propina e, não bastasse isso, também da traição de índias em relação aos seus desnudos parceiros aborígenes (Sim, alguém mais exaltado defenderá a idéia de que as índias foram seqüestradas, obrigadas a tal, mas prefiro pensar na traição ao invés da covardia; seria muito duro pensar dessa forma para o nascedouro desse país).

Enfim, anos foram passando. Uma meia dúzia de “bastardozinhos” - meio amarelos e meio brancos - nasciam aqui e acolá, em cima de árvores ou dentro de ocas e cavernas, não sei, mas, dessa ou daquela forma, povoavam dia a dia o solo recém descoberto pelos navegantes lusitanos. Daí, foi um passo para começarem a chegar homens de preto, ditos jesuítas, para catequizar o pequeninos e também os demais – entendam por catequizar aquilo que bem quiserem, pois em muito pouco tinha relação com princípios religiosos ao meu ver.

Somando-se todos os que aqui habitavam, já dava para encher alguns “maracanãs” ou “mineirões”, se eles já existissem. Mais tempo passou e chegou o dia em que algum bigodudo acreditou que essas terras dariam um ótimo quintal. Feito isso, começou-se a plantar cana, café, tabaco, couve, alface, jabuticabas – ou o que mais desse lucros. Árvores das mais diversas espécies que dariam motivo para amplas observações darwinianas na área da botânica. Perdendo-se umas dezenas ou centenas de milhares de árvores, tipo Pau-Brasil, surgiram pés de cana e café e, desses, a “evolução” nos surpreendeu com as árvores de dinheiro. Porém, essas árvores têm características peculiares: as demais árvores davam frutos que caíam bem perto, logo ali no chão, já as árvores de dinheiro davam muitíssimos frutos, porém eles caíam bem longe do pé, em outras terras, ou, mais precisamente, em outro continente e nunca caíam no chão brasileiro.

Nossa cultura e povo foram se firmando por aqui. Nossos compatriotas desceram das árvores, encontraram os portugueses, tiveram filhos, construíram ocas, vilas, cidades, riquezas. Feito isso, mais tempo se passou e chegamos perto dos dias de hoje. Criaram-se várias bandeiras e brasões em homenagem à nossa pátria tão respeitada, tão querida e tão amada – por muitos estrangeiros, inclusive. Fizeram-se hinos e outras cantigas exaltando nosso glorioso passado. Envolvemo-nos em uma meia dúzia de guerras com “ótimas” intenções guardadas a sete chaves. Mais uma dezena de bigodudos estrangeiros comandaram nossas decisões por um bom tempo, porém, para sua irritação, foram empurrados mar afora por alguns enriquecidos descontentes que queriam mandar por conta própria em seu próprio povo. Aí sim, ficamos “livres” – acreditaram as criancinhas que esperavam ansiosas por Papai Noel o pelo coelho e seus ovos de Páscoa, ou algo assim! Feito isso, corremos atrás de novas amizades - Inglaterra (e Europa em geral), mas, principalmente, algum tempo depois, EUA. Ficamos sendo a menina dos olhos do mundo por um bom tempo, antes mesmo de Pelé ter dado seu primeiro chute numa bola ou da Garota de Ipanema ter nascido. Porém, de nossos novos amigos, viramos capachos, servos, escravos – mesmo após termos batido os pés no chão para a abolição ser aprovada no congresso – ops!, não havia esse circo ainda.

Enfim, não podemos deixar de tocar nesse assunto: os escravos. Negros foram raptados, seqüestrados para trabalhar a terra sobre a qual pisamos. Foram mortos, explorados, estupradas, condenados a um castigo por um crime que não cometeram – talvez os brancos da época pensassem que nascer na África fosse crime, pois até hoje os africanos pagam duras penas. Nesse momento, no auge de sua bondade, o povo brasileiro vê surgir uma heroína de origem portuguesa – dizem, tinha até bigodes. Izabel (era o nome dela) liberta os negros para um futuro de escravidão liberada – escravos de um sistema hierárquico, de desigualdades, repleto de segregação e de hipocrisia, mas livres em termos burocráticos, pois, afinal, um papel foi assinado e isso teve tanto valor quanto um dólar queimado.

Sem discussões exaustivas, prossigamos. Nossa bandeira evoluiu e paramos hoje no verde, amarelo, azul e branco com os belos dizeres em preto: ‘’Ordem e Progresso’’. Bom, há muito nosso verde que representaria nossa natureza exuberante foi-nos tirado. Do amarelo, representando nossas riquezas naturais como o ouro, muito pouco nos sobrou - e, do que sobrou, boa parte vai embora. O azul, simbolismo para as nossas ricas fontes quase inesgotáveis de água límpida e cristalina, foi poluído (com as mais diversas cores de garrafas pet que existem) - poluído com a ação dos agrotóxicos que enobrecem os cofres de alguns poucos de nossos cidadãos - ou ainda gasto durante tardes ensolaradas lavando belos veículos BMWs, Audis, Mercedes e alguns fusquinhas, para não ser injusto – num verdadeiro desperdício nacionalmente legalizado. De tudo em nossa bandeira, resta-nos falar dos dizeres: ’’Ordem e Progresso’’, tão belos e tão profundos, mas falam de qual país mesmo? Ah..., falam do nosso país, repleto de dólares nas cuecas ou em malas pretas, passeando de avião ou participando nas mais bem tramadas transações da bandidagem engravatada nacional. De fato, resta-nos apenas o branco de nossa bandeira. Tomara que ele não escureça diante da poluição, nem seja pichado por algum vândalo ou, ainda, seja transformado em panfleto para a campanha de eleição de algum político nas próximas eleições, senão ficaremos sem bandeira. Pelo menos, de nossa bandeira, resta-nos o mastro. Podemos dividi-lo em vários pedaços de pau e, quem sabe, sairmos em busca daqueles que nos roubaram nossa bandeira. Se isso ocorrer, talvez, enfim, possamos um dia nos deitar eternamente em nosso berço esplêndido, de alma lavada, garantindo o futuro de futuras gerações de índios, negros, brancos e, até mesmo, de mais portugueses, ou japoneses ou etc que de fato amem nossa pouco respeitada (até hoje) terra a qual chamamos de Brasil. 

Pedro Santos Xavier