(Sei ser um tema conflituoso, mas tentarei abordar apesar disso...)
Mulheres não querem mais os homens legais. Antigamente, esses eram conhecidos como ''bons moços''. Hoje, os conceitos de bom e mau estão indefinidos, pelo que parece. Mulheres hoje não optam pelos ''bons moços'', pois sabem que, na realidade em que vivemos, eles são a última opção para as demais mulheres. ''Bons moços'' não são concorridos...
Mulheres hoje querem aventuras. Querem desfrutar de prazeres e externar a todos sua liberdade atual; algo como se ainda estivessem tentando mostrar à sociedade que elas alcançaram de fato a possibilidade de independência, a sua real conquista da liberdade. Daí, mulheres optam por aventuras - muitas vezes despreocupadas até demais... Bons moços não impõem riscos, ou aventuras. Talvez isso seja visto como sendo ''previsíveis demais'' - e com isso, como um defeito desses ...
Mulheres não querem mais o sonho feminino antigamente comum de casar, criar uma família, ter filhos, perder a virgindade com o homem que estará consigo por toda uma vida ... De fato, mulheres hoje querem aventuras - pelo menos num primeiro e longo momento...!
Ao desfrute de transas irresponsáveis, entregam-se a homens de índole sabidamente dúbia, ou mesmo desconhecida, em noites de total desvario ao puro deleite da carne. Penso que essa promiscuidade atual é uma das formas que as mulheres encontraram de ''testar'' sua liberdade aos olhos de todos, da sociedade - como a criança que mal aprendeu a andar e, mal sabendo dar seus passos sozinha, arrisca-se em corridas como testando os olhos atentos dos pais. Um sentimento de liberdade e independência trajados em claros sinais de imaturidade psicológica ou infantilidade social do conceito ainda em formação da mulher atual. Talvez essa seja uma definição para a causalidade desses excessos de desvarios que vemos...
Ao que parece, aventuras autodestrutivas têm gerado prazeres muito almejados nos dias de hoje. Vemos exemplos como: pular de para-quedas, ou de bunging-jump... Transas irresponsáveis, aos meus olhos pelo menos, seriam outra forma de aventuras potencialmente autodestrutivas. O ''eros'' e o ''tânatos'' de Freud sempre entrelaçam-se - cabe a nós esperar e ver quem vence...
Mulheres entregam-se a transas com homens quaisquer, quer seja perdendo sua virgindade ou continuando com o hábito já iniciado após a perda; em noites banhadas a orgasmos e, com eles, a uma sufusão de substâncias sanguíneas causadoras da sensação do prazer, alcançam motivos para sentirem-se libres e independentes, ou ''donas'' de si - tal qual a criança que corre a ''testar'' sua liberdade no mundo, antes citada nesse texto. Porém, por descuidos ou não, vez ou outra, com mais ou menos frequência, a menstruação do mês seguinte atrasa! Daí, aqueles dias da manutenção desse atraso tornam-se um martírio auto-induzido e, aparentemente, prazeroso, pois vez ou outra repete-se, e repete-se, e repete-se... Surge disso o estresse presente e crescente de pensar-se grávida de um homem qualquer - homem esse que não será o pai assumido, por boa vontade, daquela possível criança.Porém, após esse surto inicial de responsabilidades assumidas, adquiridas ao estresse da trama do deleite, a nova menstruação enfim chega-se, perdendo-se nela as conclusões e promessas de ter mais ''cuidados'' da próxima vez ou ainda na velha e tradicional frase: ''nunca mais farei isso...!''. Dias, semanas ou, mais tardar, meses depois, mais uma vez aquele martírio auto induzido ressurge, ocorrendo após outra transa com outro homem qualquer e desconhecido... Essa realidade descrita aqui, tem tornado o mundo ''colorido'' e caloroso da modernidade da mulher ''liberta'' em uma mera tela triste pintada em modestos cinquenta tons de cinza...
É estranho, é triste, mas é o que vejo. Daí, após anos em situações como as descritas acima, desfrutando de prazeres com homens quaisquer, mulheres começam, em vendo-se sozinhas de fato, a culpar os ''bons moços'' como se eles não mais existissem - embora sempre estivessem ali por perto! Uma tentativa talvez de criarem-se permissões ou sustentar subterfúgios para aceitar o tempo perdido em comportamentos ocorridos entre desvarios pregressos.
Após os anos passarem, querem assumir o paradigma da ''mulher de família''. Querem então: ter filhos, tornarem-se esposa, mães, vivendo o sonho antigo, quiçá démodé, do lar. Porém, por vezes esse sonho está ''cinza'' demais para ter cores suficientemente alegres; daí, formam-se casais e famílias às pressas, desde cedo trôpegas, que culminam com os inúmeros divórcios que temos em meio às inúmeras histórias tristes de filhos divididos entre pai e mãe que não se amam, vivendo um lar inexistente e sem amor...
É o mundo que temos? É o mundo que vejo! Espero muito e sinceramente estar errado e que esse texto seja mera ficção, não sendo portanto verdade! O que é ou o que será disso tudo às novas gerações?
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier