domingo, 24 de fevereiro de 2013

50 tons de cor nenhuma


O erotismo suplantou em muito o romantismo em nossos dias. Vivemos uma sociedade alienada de tão imersos em prazeres corriqueiros de uma vida banal, não sabendo mais existir, pelo que parece, além deles enquanto realidade. Quantos são os casais que sabem hoje entenderem-se mediante dificuldades de ambos os lados ou da vida? Quais são os seres que conhecemos hoje que convivem sob um mesmo teto, baseando-se no amor tal qual antigas histórias nos contavam, sob o romantismo, norteando-se pelos moldes eternos do conceito de família que jaz empoeirado em nossa psiquê? Onde estão hoje as demandas pelos conceitos de fidelidade, retidão, paternidade e maternidade exercidos além do egoísmo da busca moderna do ''ser feliz'' mediante prazeres efêmeros do mundo atual? Estamos muito mais próximos da solidão desesperançada, e a cada dia mais palpável, que do amor verdadeiro e puro que, hoje, se existe, jaz por aí despedaçado. 

Não mais sabemos amar puramente na forma de amor que costumávamos ouvir histórias contadas a nós. Confunde-se hoje tal sentimento com infindas coisas, menos com o que de fato ele se propõe a ser, pois: amor é entrega, é superação, é dedicação e, em muito, devoção para com o outro, antes mesmo que a nós mesmos. Porém, perdemo-nos em meio às liberdades tidas como licitas de nossa época. Em meio a elas, tem-se dado muito mais valor à subjugação dos seres aos prazeres meramente orgânicos, em especial sexuais, que aos prazeres da alma, digamos assim! Tal maneira é a que vivemos que, hoje, pais e mães abandonam suas famílias, seus lares por aventuras sexuais quaisquer (ou desventuras sexuais), deixando rastros inimagináveis de traumas e sequelas nas mentes pueris de seus filhos. O prazer, o gozo em si, tornou-se mais palpável, mais perseguido e mais real nas mentes carentes do mundo medíocre de hoje que o amor puro outrora definido como ''eterno enquanto dure'', mediante ao que antes imaginava-se existir. 

Tem-se dado muito mais valor aos prazeres vividos no espaço físico da cama - berço primário da vida sexual, até se prove o contrário - que aos prazeres da fidelidade, do amor, do romantismo, da família propriamente dita, dos desfrutes belos de uma vida a dois ... É este um fato que muitos discordam, com certeza! Mas que fique apenas como minha opinião, baseada em devaneios meus. Respeito a opinião de todos. Desde já, deixo aqui manifesto meu respeito. Vejo que muitos defendem as liberdades que temos nos dias de hoje como benfazejas, é fato! 

Seguindo o raciocínio moderno no que diz respeito aos moldes que guiam-se as vidas pela realidade afora, a qualquer momento podem ser desfeitos casamentos, relacionamentos quais sejam, abandonando-se ideais conjuntamente traçadas, ou as famílias construídas, ou os filhos gerados, para ''facilitar'' a busca dos ''prazeres da vida'', em especial prazeres frívolos e fugazes, sejam eles materiais e/ou do sexo. Estamos tornando-nos um tanto quanto primitivos, deixando sensações falarem mais alto que sentimentos e valores. Aproveitar a vida ganhou moldes um tanto quanto ''modernos'' demais para meu gosto! Trago em mim um tanto de espanto sobre qual mundo deixarei aos meus filhos - se é que eu os terei, pois não quero deixá-los num mundo tal qual ou pior ao de hoje! É tão comum o destroçamento do conceito de amor (queira-se ou não é o real e puro vínculo entre os seres), que não mais nos atentamos à perdição em que nos inserimos, trazendo como habitual a realidade do mundo de hoje.

Qual mensagem passamos às atuais e futuras gerações? Qual foi ou foram os benefícios alcançados com tal liberdade extremada? É triste o cenário que, em minha cabeça, em meus pensamentos, teremos para um futuro não muito distante! Nossos filhos hoje já nascem com a certeza de que casamentos são algo facilmente desfeitos - se é que têm nascido sob a égide de um lar, de uma família propriamente dita. Logo, não teremos mais os exemplos de amor eterno que inspiravam poemas apaixonados de poetas ''tolos'' de outrora, ou dos velhos dizeres de ''na saúde e na doença'', ou ''na alegria e na tristeza'' conforme nos habituamos a ouvir sendo, nos dias de hoje, falsamente repetidos de uma maneira quase maquinal. Em nossos dias, bastam alguns momentos de infelicidade divididos que casais optam pelo fim de seus relacionamentos. O ''amor'' de nossos dias esfacela-se facilmente tal qual um castelo de cartas ao vento. Não mais sabemos dividir tempo e sentimentos em meio a dificuldades de convívio ou da vida no geral. Em que momento nos perdemos?

Não baseamos mais nossos relacionamentos em buscas de longo prazo, tentando encontrar alguém que  nos será o amor da vida, para desfrutar de problemas, de alegrias e de tristezas sob o teto de um lar, de uma família construída inicialmente a dois. Apenas baseamo-nos em prazeres efêmeros e algo desencontrados, de tal forma que os deleites da vida de hoje nada têm de planejamento para a vida futura que, esperemos ou não, se nos chegará. Vivemos pelo gozo! Tornamo-nos viciados nas liberdades de nossos dias, não mais estando atentos ou interessados aos nossos papéis de exemplos às gerações futuras e aos jovens que perambulam, já hoje, perdidos em nossos dias sem referências, sem pais, nem mães, nem nada que se lhes mostre como exemplo de amor eterno, puro e verdadeiro. O amor verdadeiro e real, se é que ainda existe em meio a isso, passou a ser figura de ''museu'', habitando a memória dos saudosos dos tempos de outrora, ou ainda algo arquivado apenas no DNA da raça humana, caso fosse possível descobrir isso - com as últimas esperanças sendo colocadas, nesse caso, na genética para um futuro que se nos chegue como salvador. Como temos agido perdidamente nos dias de hoje...  

Embora ainda haja exemplos fora desse padrão, vê-se que mulheres tornaram-se meramente alvo de ''caça'' dos homens nas noites em busca dos prazeres e elas próprias regozijam-se, muitas vezes, em se vendo assim, meramente um instrumento de subjugação ao sexo masculino, sendo ''caçadas'' como alvo do prazer. Homens, hoje, fazem-se de manequins da moda torpe e corriqueira atualmente imposta, mantendo-se apenas como corpos ditos ''sarados'', aos moldes capitalistas de beleza, sendo vistos como bom partido se obedecem a esse molde. Tentam, através disso, esboçar uma falsa visão de masculinidade, um tanto quanto perdida - muito simplesmente trajada nesse, ínterim, como meramente um padrão de atitudes e valores sem qualquer valor, digamos assim. Mulheres e homens obedecem cegamente aos moldes ditados pelas redes de TV e pela própria sociedade dita moderna, tão imensamente perdida em nossos tempos sem modelos reais servindo-nos de referência. 

Somos um emaranhado de neurônios desempregados, pois não mais necessitamos pensar ou refletir sobre o dia a dia. Para desfrutar dos prazeres da realidade banal de nossos dias, basta a nós estarmos adequados aos ditames da mídia, da moda... Tal é isso que ler (um bom livro!) virou obsoleto; malhar o corpo sim tornou-se uma realidade palpável e almejada; estudar meramente serve para preencher pré-requisitos para empregos que paguem melhor, não mais para sermos cultos ou interessantes do ponto de vista cognitivo, de tal forma que nossos filhos pudessem em nós mesmos se espelhar como exemplos de mentes pensantes.

E o que mais dizer do mundo? Cabe uma reflexão ainda: aonde está nosso bom senso e aonde estão nossos ídolos, nossos heróis e exemplos?  São eles hoje homens e mulheres sem qualquer valor moral (como prioritário!), na maioria da vezes. Os ''heróis da mídia'' tornam-se os ''heróis da realidade'', sendo seguidos como modelos de ''felicidades''. Assim, temos apenas um monte de mulheres e homens vazios, submersos em um corpo oco, revestido de músculos como ditame da moda, mas sem necessidade de um cérebro atuante dentro de suas cabeças. De cérebro, poucos ou quase nenhum desses se utiliza para alcançar a felicidade e a plenitude que são tidas como referência e meta.

Enfim, encerrando, são muitos os devaneios possíveis sobre esse mundo que a cada dia perde-se mais e mais em meio às banalidades corriqueiras, destituídas de belezas reais ou referências morais como norteamento - conforme deveria ser! Vivemos uma realidade desfocada, fria, sem cores, desbotada, num momento da história humana ímpar, onde o vazio existencial impera e onde vemo-nos banhados em cinquenta tons de cor nenhuma...

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier


Em busca da felicidade


Um passo de cada vez e ele então chegou lá!
Não era mais o mesmo; isso sim era um fato!
Não mais estaria calado, quieto, estupefato...
Enfim, abrira os olhos ao mundo real que há.

Viver a realidade, sempre, mesmo que lhe seja fria!
''É o mundo que temos'' - pensou e, disso, sorriu!
Em definitivo, romperam-se os grilhões. Ele partiu
Abandonando o ponto da estrada de onde não saia.

Estava livre, rangendo os dentes com certos medos.
Olhava surpreso, a todo canto, às paisagens que via.
Às árvores, aos pássaros, ao mundo real que havia:
Era ele um ser refeito, caminhando entre rochedos.

Rijo tal qual uma rocha, o coração aflito no peito batia!
Porém ele hoje sabe a necessidade dos obstáculos.
Viu que nunca precisou de misticismo, ou de oráculos:
A fé sempre esteve nele, embora antes não a sentia.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ode ao ódio


Parei a caminhada, não lembro quando...
Sinto que o tempo perdido, perdi sonhando!
Sonhava que na vida podia ser vivida amando.
Mas há amores no mundo? Quem estou engando?

Rancores, portas batidas... Vandalismo sentimental?
Dia após dia, remoendo mágoas, ficou em mim um mal.
De todas elas, caem lágrimas que ferem como punhal.
Distraio-me, criando rimas, em meio a dores sem igual.

Cai, gota a gota, o resto de sossego que ainda é meu!
De tudo restará o quê? O que era bom, se perdeu!
Sobrou o vazio, a raiva, um ódio que não morreu...
Pois morto, em meio a tudo, vejo ter sido apenas eu! 
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Mundo novo


O mundo é um jogo de esperanças.
Perder? Ganhar? A quem isso importa?
Sem crenças no futuro, a alma é morta!
Qual o destino traçado às nossas crianças?

Em todos os cantos dessa triste terra,
Tantas pessoas morrem sem haver motivo,
Enquanto eu, desgostoso, estou ainda vivo
Sob o fado de uma vida que não se encerra!

Aos montes, angústias e lágrimas de dor...
De tão comuns, dão à vida um sombrio cenário!
Mataram as esperanças, destituíram o vigário...
Sem leis e sem fé: vejo um mundo sem amor!

Tristezas tomam para si o horizonte adiante.
Mágoas imperam sobre as vidas do povo.
Todos, imóveis, aguardam um mundo novo,
Mas creio: não virá sem que alguém se levante! 

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mero fardo


Perplexo, vejo a paz que nos falta.
Penso, todavia, estar no lugar que mereço!
Busco em mim, da calma, novo começo,
Entretanto, abafado, do peito, o coração salta!

Difícil acompanhar o tempo que tanto corre.
E eu? Sem parar, vou adiante passo a passo!
Entre ''tic-tacs'' repetidos: então, o que faço?
Vejo em mim a coragem que definha e morre.

Nos dias de agora, nossos heróis se acovardam!
Por medos do amanhã, desditosos, se encolhem,
E, pequenos que ficam, aos poucos todos morrem.
Esperanças, se restam: ou não chegam, ou tardam!

Seguindo sem paz, indeciso e desanimado,
Vivo assim mesmo, dia após dia, um tanto triste.
Trago na alma, porém, um brado e o dedo em riste,
Mas, sem voz no mundo, sou apenas um mero fardo.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Do chão de telhas


Do alto do telhado, viam-se a rua, calçadas desertas, o meio-fio...
Eu via tudo com meus olhos distantes, do alto daquele telhado vazio!
Ali havia apenas eu, mais ninguém, num imenso chão de telhas!

Em toda aquela paisagem, existia apenas eu com minha vontade de pular? 
Nada mais de vivo existia ali? Ninguém mais havia para sentir ou enxergar?
Apenas alguns pássaros passavam, deixando-me com minha inveja...

Nem mesmo eles ficavam servindo de paisagem naquela soturna cena.
Alheia a tudo, a lua tentava iluminar o solo da noite melancolicamente plena...
Ainda havia resquícios de verão naquela madrugada tão abafada.

Tal como ela, meu coração também estava, de tão aflito, abafado!
Quê seria tal sensação? Qual seria tal sentimento? Eu apenas o sentia, calado.
Eu, sem saber, estava absorto, quieto, aguardando algo. 

Era como uma apreensão indecisa, algo desgovernada, em mim!
Naquela cena, éramos eu, do telhado, e a calçada, mais nada; simples assim!
A solidão aqui seria menos dolorosa se a pedras na rua falassem comigo.

Olá? Nada ouço em resposta. Apenas calo remoendo a solidão!
Esperei que passasse tal sentimento cruento abafando-me na noite, mas foi em vão.
Seguia calada, na imensidão de calor da noite escura, aquela tão quieta madrugada!

Eu e a calçada? Sermos pisados por pessoas: era algo que nos unia!
Porém, o que nos restava à noite? Às ruas desertas, nenhum de nós servia...
Qual a nossa relevância naquela madrugada que se ia? Disso, vi-me a sorrir!

A rua e eu, éramos tudo ali! Além de nós, não havia  mais nada. 
O silêncio pairava na madrugada, tanto em mim quanto na pacata e fria calçada!
Estávamos sós naquela noite quente, solitária e escura que se nos passava.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Folia de carnaval



Eu sei, é tarde demais! As portas nas ruas estão trancadas, os cães já foram dormir...
Fiquei apenas eu aqui com algo de solidão, no banco da praça, em plena madrugada!
O carnaval passou, mas permaneci parado, assentado, numa mesma posição, tão cansado.
A memória se coa, retendo momentos de tristezas passadas. Faço disso uma vitamina
De alegrias, tentando dar-me ânimo nesse feriado baseado em tantas festividades frias.
Porém, apesar de agir assim, decepcionando minha memória amiga, permaneço aqui e enfim:
Quieto, calado, à espreita de movimentos nas ruas, observo tudo indeciso, buscando um aval
Para que eu possa tomar parte nisso tudo um dia, nesse estranho mundo, na atualidade banal!
Eu tenho em mim muitos sonhos, mas eles estão todos banhados no álcool hoje...!
A bebida em minhas mãos cai como um doce remédio que faz de mim um herói dopado.
No amargor das tristezas minhas,  de tanta cachaça: vejo-me poeta, ou então um bardo...!
Sou um bloco de carnaval sozinho! Pulando de memória em memória, a mente não se cala!
Tento resgatar as alegrias de primaveras passadas, mas a quem minha boca fala?
Nesse eterno carnaval da vida, não sou mais o mesmo folião
''- assim como o tempo e os fatos também não são!''
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Carnaval


É noite de carnaval. Todos comemoram nas ruas. Mas o que temos para festejar nisso? Embriagados, para quê, se queremos aproveitar alguma coisa? O que se sente quando está bêbado nada mais é que algo parcial, se é que se sente...se é que se lembre no dia seguinte... O que querem, nas ruas, tantas pessoas bêbadas? A solidão, quando embriagados, deixa de existir aos carentes? Os que buscam companhias tornam-se mais atraentes devido ao teor alcoólico mais elevado? O que de fato tem o nível de álcool com a vida nas festividades?

O entorpecimento causado pelo álcool (e outras drogas, quem sabe?!) talvez sobrepuje as mágoas, tristezas etc de cada um, como zerando um placar interno de alegrias versus tristezas. Assim, ''zeradas'', sob efeito dos entorpecentes quais sejam, as pessoas iniciam tentativas trôpegas de serem felizes, permitindo-se o deleite do sexo, ao desfrute de amores efêmeros e paixões que não duram um dia inteiro...

Somos animais em busca do quê nessa selva que chamamos carnaval? Perdidos, seguindo um instinto de felicidade que entorpece multidões que o confundem com uma necessidade de beber, fumar, ''cheirar'', aos pulos, todas essas pessoas, em danças desconexas ao som de canções que nada têm à acrescentar culturalmente ou em qualquer outra definição ou conceito? O que é isso? A que nos propormos agindo assim ou permitindo que assim seja? O que fica de mensagem em meio a toda essa orgia tida como festa popular?

O que é o carnaval? Uma festa! Melhor ainda, uma festa que é feriado? Ou ainda mais: uma festa que é feriado e na qual tudo é permitido? O que somos nós em meio ao que temos nessa tal festividade? Somos apenas fazedores de barulhos incoerentes, embriagados, perdidos nos ruídos já existentes do mundo lá fora que não se cala durante esses dias. Nada mais além disso? Penso que não...

O grotesco toma ares de ''engraçado''. As liberdades sexuais são permitidas... Tudo é lícito, pelo que parece! Enquanto isso, famílias ficam perdidas em meio às orgias do carnaval, tentando trazer de volta as marchinhas ou o que havia de bom em tempos de outrora, onde todos sambavam numa alegria pura e verdadeiramente alegre. Olho o que temos hoje e sinto-me deprimido! Em nossos dias, muitos pais e mães perdem-se em meio à multidão de embriagados, mesmo que acompanhados de seus filhos, não se importando com o exemplo que a eles deixam... Aqueles mais fiéis aos bons costumes, provavelmente espantados, frequentam as festividades da ocasião enquanto tentam proteger seus filhos, expostos aos excessos de todas as origens. Alguns outros ainda mais conscientes optam por ficar em casa, fazendo com seus entes queridos algo como um carnaval do lar, da família, algo assim... 

Além disso, o que poderíamos dizer a respeito da infinidade de dinheiro público gasto nisso? Quantas pessoas morrem nas estradas por motivo do carnaval, ou matam em brigas nas ruas, ou geram filhos pelo sexo despreocupado, ou ainda contraem alguma DST pelo sexo desprotegido? São infindos os pontos negativos, mas quem sou eu para dizer algo...Apenas penso e escrevo! A opinião é minha, mas a realidade não me pertence!

Caso eu pudesse acabar com esse feriado, cancelando-o de nosso calendário, eu o faria! Porém, caso a mim fosse delegado esse poder, em fazendo isso - o que a mim causaria muito prazer- eu tornaria a mim mesmo um algoz para a sociedade, um vilão eterno, o destruidor da orgia liberada, ou algo assim. Ora, ora...resta então desabafar em um texto as infindas coisas que sinto e penso acerca do deprimente carnaval que vejo. Espero que pelo menos minhas frases tenham sentido, formando um todo coerente, pois, pela janela, apenas vejo um mundo desconexo repleto de pessoas sem rumo, sem pudor, sem quase nada...

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Olhos Verdes


Em teus olhos, do verde que trazem,
Vê-se a maravilha de tua natureza.
Em os vendo, os meus se comprazem
Admirados com tão sublime beleza.

Quê de fato tens além do verde
Em teus olhos, espelhos da alma?
Parecem dotados de poderes, vede:
Em os tendo, minh'alma se acalma.

Malícia? Candura? Maldade? Pureza?
Qual o segredo que eles me trazem?
Qual é a magia em tua beleza?
Olhos como esses, só deuses os fazem.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

Poema da madrugada


Acordado em plena madrugada:
O que resta a mim fazer?
Resta pouco, quase nada...
Papel e caneta: começo a escrever.

De letra em letra, constroem-se textos.
Há tantos assuntos para se pensar...!
Em devaneios, procurando contextos,
Encontro frases que insistem em rimar.

E, escrevendo, mantenho-me acordado.
Durmo pouco, isso é um problema?
Letra a letra, sai um texto surrado.
Tão tolo, coitado! Parece um poema...

Coitado sou eu, tentando escrever!
De poeta, será que algo eu tenho?
Há tantas coisas no mundo a se fazer
E eu aqui nas rimas em que me embrenho.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Nonsense


Trago os ombros massacrados, carregando fardos em exagero.
Tendo marcas na alma, por sonhos destroçados,  vejo-me em desespero.
Em lutas comigo mesmo, vivo no mundo à esmo, tendo pés calejados, um tanto quanto surpreso.

Basta de mexericos, esses cruéis folguedos que nos são atentados à moral!
Em sofrendo, por infindos medos, mesmo que passageiros, trago ferida minh'alma imortal.
Em sendo eu essa vã criatura, mal sei em meus dias traçar enredos. Vejo-me um tolo, cego e anormal!

Doravante, sem vida, viverei muito bem. Quero partir!
De mim, novamente, digo: nada quero, nem mesmo existir!
Não estando vivo, estarei feliz - é tudo o que almejo conseguir!

Despeço-me desse mundo, deveras nonsense...
Sob a terra que comerá esse corpo que me pertence,
Quero assim, desfeito, que sobre mim: ninguém mais pense!

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

sábado, 2 de fevereiro de 2013

BRASIL - pátria morta?




Bastava ter coragem e, por fim,
Radicar-me nalgum rincão!
Assim, conseguiria, enfim,
Saindo dessa situação,
Induzindo-me à revolta,
Livrar a mim dessa pátria morta!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier