Você não precisa ser triste para entender de sofrimento alheio.
Você não precisa sofrer um atentado para ter pena de vítimas.
Você não precisa perder sua casa e sua história numa catástrofe para ampliar seu olhar sobre a dor diante do outro que sofre.
Você não precisa ser rico para exercer a solidariedade de dar um prato de comida a um ser com fome.
Você não precisa ter posses para exercer a beleza do ato de compartilhar do que tem.
Você não precisar ter estado doente do corpo (e/ou da alma) para sentir a necessidade de exercer o afeto ao que sofre.
Você só precisa querer amar mais as pessoas, mesmo que elas lhes sejam diferentes em tudo o que consegue ver.
Você só precisa respeitar a condição humana - de ser frágil e vulnerável que é - e exercer a fraternidade que consiga.
Você só precisa saber menos de memória das palavras de Jesus (e outros exemplos de seres de alto afeto exercido) e saber mais de ações que Ele(s) tenha(m) feito.
O mundo precisa de amor, de exercícios diários de afeto, fraternidade, humanidade. No mais, você não querendo tomar-se conta disso: não reclame do mundo, ou do outro, ou de nada. Reclame de si! Será um começo. Um grande e benéfico começo.
O mundo se exerce desde dentro de nós - a partir dos sentidos que temos (olhos, ouvidos, tato, "coração"...) - e se faz de acordo com o que temos a oferecer. Ofereça amor, afeto, fraternidade, indulgência, benevolência, perdão... Semeie isso! Exerça no máximo que possa. Se ainda sofrer com isso, mantenha-se firme. Viver é muito mais que um ato de perseverança, que um ato de somar dias e anos apenas existindo. É preciso somar. Somar amor, afetos, fraternidade...!
A vida só acaba quando algo (ou alguém?) determine isso em nós, para nós. Então: viva! Mas cuidado com a forma que escolha para viver. Há mais de 7 bilhões de pessoas que esperam algo de você. Logo: viva exercendo bondades. Não somos mosqueteiros - conforme nos trouxe Alexandre Dumas, mas que sejamos: "Um por todos. Todos por um!", sempre.

