Estampidos estranhos. Eram tiros lá fora?
Estava tudo tão quieto há poucos instantes,
Porém, fui à janela, curioso. O que eram os ruídos?
Em meio à rua, era um corpo, ao chão, caído?
Morto? Como saberia? De longe, nada vi!
Eu, ali, naquele instante, não conseguia mover-me.
Apenas percebia uma poça de algo - era sangue?
Não! Não poderia ter ocorrido isso! E eu ali, travado!
Tudo parecia um real pesadelo. Eu deveria estar sonhando!
Era sangue por toda parte o que eu via.
Tudo parecia um real pesadelo. Eu deveria estar sonhando!
Era sangue por toda parte o que eu via.
Dei um grito seco, de ficar rouco...
Daí acordei! Acendi a luz, desesperado, irritado.
Daí acordei! Acendi a luz, desesperado, irritado.
Não sei descrever. Sentia-me como que estapeado...
Nas mãos o sangue. O que era aquilo, pensei numa fração de segundos.
Simples: eram pernilongos que zumbiam e
Simples: eram pernilongos que zumbiam e
Agora eram apenas cadáveres em minhas mãos!
Voltei a dormir! Sentia-me como um assassino inconsciente.
Parece que o mundo moderno deixa-nos malucos,
Demasiado preocupados ou loucos com a violência.
Fora apenas um pesadelo! Assustado, eu fiquei,
Confesso! Mas eram simples pernilongos que zumbiam.
Fora apenas um pesadelo! Assustado, eu fiquei,
Confesso! Mas eram simples pernilongos que zumbiam.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier



















