Tento deixar para o mundo algo do que penso, escrevendo. Agonias? Dores? Alegrias? Poemas? Crônicas? O que mais? Não! Não sei qual modelo me afaga mais em minha ânsia humana por paz. Catarse? Sim, um pouco. E me basta! Trazendo algo de ''Tabacaria'', de F. Pessoa, digo: espero que fique, ''da amargura do que nunca serei, a caligrafia rápida desses versos'', num pouco de mim. Eu, que ''não sou nada, não posso querer ser nada''. Mas, ''à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo''.
domingo, 25 de outubro de 2020
Alguma coisa minha de algures
Crianças, lembranças, esperanças...
Do nada à terra
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
Te ignorarei de setembro a setembro...
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
Tudo é consciência. Entendi bem isso. Já disseram e estavam cobertos de razão. Sobre ter consciência, creio que podemos entender e aprender várias coisas...
Tomar consciência, por exemplo, de um lugar pode ter relação com saber do espaço físico, saber dos móveis e obstáculos ali presentes, saber da altura do teto e das coisas ali dispostas. Uma questão para o tato, a visão, a audição e até outros sentidos, todos. Importar sentidos a partir da experiência presente que há.
Tomar consciência, todavia, pode se relacionar também com algo mais metafísico, energético e espiritual - a quem creia. Tomar consciência de um lugar poderia ser entender os sentidos emocionais que geram-se nele e dele, simbolismos do local, representações na linguagem que cada ser vivente ali pode ou poderia expressar acerca daquele local em particular...
Entendem? Consciência é muita coisa. É saber, mesmo sem ter conhecimento claro. Pode ser sobre uma percepção que vai muito além dos sentidos humanos conhecidos, em si... Consciência é colocar-se no lugar onde se está e, não raras vezes, até no lugar do outro. Pessoas dotadas de empatia tem consciência plena do outro ser vivente. E essa consciência é uma percepção incrível.
Enfim, continuará esse texto em outro momento...
terça-feira, 20 de outubro de 2020
O culto a si
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
A frase clichê de Sartre
Epitáfio
Sim, sorrir é muito melhor que chorar. Gargalhadas são muito melhores que murmúrios. Dessa forma, não serão as tragédias da vida que irão nos sufocar o sorriso. A prática é complexa, mas a teoria é essa e tento ao máximo desempenhar esse aprendizado.
Vida (ainda).
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
Ah, coitados dos filósofos...
Mesmo quando te conhecem e sabem de seu caráter de julgador implacável de si mesmo, de sua dificuldade por não suportar (e criar) tantas culpas sobre si, você conversa com pessoas (até profissionais da saúde) e eles taxam seus esforços para viver (ou sobreviver) como uma realidade de "vitimização".
Virou moda! Parte do que se ouve na câmara de eco que se tornou o mundo... Todos repetem e propagam as mesmas coisas. Sofrer é sinal de "mimimi" e não estar feliz, apesar de toda sua dedicação para a superação de si mesmo, é taxado imediatamente - e publicamente! - de "vitimização". Nem dá para argumentar. É uma sentença para além de um diagnóstico equivocado.
Maldito infeliz que construiu a mentalidade "coaching" de tudo quanto há nesse nosso mundo pós-moderno onde tudo é líquido, como postulou Bauman - e até mesmo as soluções o são... Cada livro promete ensinar regras inigualáveis e infalíveis! Todos no planeta são, por essa mentalidade, prósperos, todos são absurdamente capazes, incríveis, sensacionais... Ninguém pode sofrer sem alguém apontar dedos na cara dizendo tantas coisas que poderiam ser resumidas assim: "você sofre porque quer!". Afinal, leram em um livro ou viram um vídeo de alguém falando sobre isso.
Esse mundo que vende a ideia de que o sucesso e a prosperidade são alcançáveis para todo mundo e que não estar feliz agora é sinal (ou comprovação!) de que você não se empenha (ou seja: você fracassa sobre si mesmo!) é uma canalhice tremenda vendida de porta em porta, em mesas de bar, em consultórios de terapeutas, em bancadas de drogaria e livrarias de aeroporto.
Se soubéssemos (e houvesse!) regras para a conquista da felicidade, seria perfeito. Se felicidade fosse algo objetivo e não subjetivo, muita coisa seria mais fácil na busca da eudaimonia dita lá atrás. Porém, filósofos estão há milênios debatendo e dialogando humildemente entre seus saberes sobre todas as coisas do processo do viver... Sem conseguirem concluir nada. Nada!
Gente genial, de todas as épocas, que teve essa humildade de saber que podemos formular perguntas diante da vida e somente isso, pois não haverá respostas e nem, muito menos, protocolos certeiros para questões como felicidade que se apliquem a todos.
Mas, então, surgem uns e outros que prometem passar adiante protocolos e juram vender soluções para todos os males da vida - seja em passos, hábitos, segredos, etc, todos enumerados como um guia para ser seguido e infalível.
Ah, coitados dos filósofos... Leram tanto, dialogaram tanto, morreram por seus postulados tantos deles, mas justamente num país onde a leitura é algo tão pouco corriqueiro surgem turbas de intelectuais dotados de capacidades deíficas que prometem solucionar tudo. Como os filósofos puderam estar tão enganados por milênios sem fim?
terça-feira, 13 de outubro de 2020
Castelo de cartas e carta de despedida
Entendo perfeitamente os que desistem de viver. Sim! Há tempos não vejo mais nada do romantismo que anteriormente me encantava a visão de mundo. Hoje, só vejo um vasto terreno - que chamamos Terra - queimando com todos e todas de braços cruzados, aplaudindo - tantos desses focos de incêndio metafóricos. Ódio, avareza, opressão, ignorância, canalhice, falta de empatia, hipocrisia... Fogo por todos os lados queimando o que resta de esperanças.
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
Auto-ajuda
Não creio numa vida plena, mas acredito ser possível sonhar com uma vida amena - no sentido de serem amenizadas as dores inevitáveis. Se a vida é muito curta para ser pequena, não podemos enclausurar sonhos, apequenar nossas intenções ou mitigar nossas esperanças com imposições que não nos façam sorrir sorrisos espontâneos e autênticos.