Às vezes, dar voz,
Faz vazar aquilo
Que somos nós.
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Às vezes, de nós,
Saem as correntes
Que calam a voz.
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Rompendo correntes,
Somos livres
E não mais ausentes.
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Saindo da solidão,
Voltando a existir:
Fraternidade e gratidão!
Tento deixar para o mundo algo do que penso, escrevendo. Agonias? Dores? Alegrias? Poemas? Crônicas? O que mais? Não! Não sei qual modelo me afaga mais em minha ânsia humana por paz. Catarse? Sim, um pouco. E me basta! Trazendo algo de ''Tabacaria'', de F. Pessoa, digo: espero que fique, ''da amargura do que nunca serei, a caligrafia rápida desses versos'', num pouco de mim. Eu, que ''não sou nada, não posso querer ser nada''. Mas, ''à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo''.
Às vezes, dar voz,
Faz vazar aquilo
Que somos nós.
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Às vezes, de nós,
Saem as correntes
Que calam a voz.
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Rompendo correntes,
Somos livres
E não mais ausentes.
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Saindo da solidão,
Voltando a existir:
Fraternidade e gratidão!
Tudo é consciência. Entendi bem isso. Já disseram e estavam cobertos de razão. Sobre ter consciência, creio que podemos entender e aprender várias coisas...
Tomar consciência, por exemplo, de um lugar pode ter relação com saber do espaço físico, saber dos móveis e obstáculos ali presentes, saber da altura do teto e das coisas ali dispostas. Uma questão para o tato, a visão, a audição e até outros sentidos, todos. Importar sentidos a partir da experiência presente que há.
Tomar consciência, todavia, pode se relacionar também com algo mais metafísico, energético e espiritual - a quem creia. Tomar consciência de um lugar poderia ser entender os sentidos emocionais que geram-se nele e dele, simbolismos do local, representações na linguagem que cada ser vivente ali pode ou poderia expressar acerca daquele local em particular...
Entendem? Consciência é muita coisa. É saber, mesmo sem ter conhecimento claro. Pode ser sobre uma percepção que vai muito além dos sentidos humanos conhecidos, em si... Consciência é colocar-se no lugar onde se está e, não raras vezes, até no lugar do outro. Pessoas dotadas de empatia tem consciência plena do outro ser vivente. E essa consciência é uma percepção incrível.
Enfim, continuará esse texto em outro momento...
Sim, sorrir é muito melhor que chorar. Gargalhadas são muito melhores que murmúrios. Dessa forma, não serão as tragédias da vida que irão nos sufocar o sorriso. A prática é complexa, mas a teoria é essa e tento ao máximo desempenhar esse aprendizado.
Mesmo quando te conhecem e sabem de seu caráter de julgador implacável de si mesmo, de sua dificuldade por não suportar (e criar) tantas culpas sobre si, você conversa com pessoas (até profissionais da saúde) e eles taxam seus esforços para viver (ou sobreviver) como uma realidade de "vitimização".
Virou moda! Parte do que se ouve na câmara de eco que se tornou o mundo... Todos repetem e propagam as mesmas coisas. Sofrer é sinal de "mimimi" e não estar feliz, apesar de toda sua dedicação para a superação de si mesmo, é taxado imediatamente - e publicamente! - de "vitimização". Nem dá para argumentar. É uma sentença para além de um diagnóstico equivocado.
Maldito infeliz que construiu a mentalidade "coaching" de tudo quanto há nesse nosso mundo pós-moderno onde tudo é líquido, como postulou Bauman - e até mesmo as soluções o são... Cada livro promete ensinar regras inigualáveis e infalíveis! Todos no planeta são, por essa mentalidade, prósperos, todos são absurdamente capazes, incríveis, sensacionais... Ninguém pode sofrer sem alguém apontar dedos na cara dizendo tantas coisas que poderiam ser resumidas assim: "você sofre porque quer!". Afinal, leram em um livro ou viram um vídeo de alguém falando sobre isso.
Esse mundo que vende a ideia de que o sucesso e a prosperidade são alcançáveis para todo mundo e que não estar feliz agora é sinal (ou comprovação!) de que você não se empenha (ou seja: você fracassa sobre si mesmo!) é uma canalhice tremenda vendida de porta em porta, em mesas de bar, em consultórios de terapeutas, em bancadas de drogaria e livrarias de aeroporto.
Se soubéssemos (e houvesse!) regras para a conquista da felicidade, seria perfeito. Se felicidade fosse algo objetivo e não subjetivo, muita coisa seria mais fácil na busca da eudaimonia dita lá atrás. Porém, filósofos estão há milênios debatendo e dialogando humildemente entre seus saberes sobre todas as coisas do processo do viver... Sem conseguirem concluir nada. Nada!
Gente genial, de todas as épocas, que teve essa humildade de saber que podemos formular perguntas diante da vida e somente isso, pois não haverá respostas e nem, muito menos, protocolos certeiros para questões como felicidade que se apliquem a todos.
Mas, então, surgem uns e outros que prometem passar adiante protocolos e juram vender soluções para todos os males da vida - seja em passos, hábitos, segredos, etc, todos enumerados como um guia para ser seguido e infalível.
Ah, coitados dos filósofos... Leram tanto, dialogaram tanto, morreram por seus postulados tantos deles, mas justamente num país onde a leitura é algo tão pouco corriqueiro surgem turbas de intelectuais dotados de capacidades deíficas que prometem solucionar tudo. Como os filósofos puderam estar tão enganados por milênios sem fim?
Entendo perfeitamente os que desistem de viver. Sim! Há tempos não vejo mais nada do romantismo que anteriormente me encantava a visão de mundo. Hoje, só vejo um vasto terreno - que chamamos Terra - queimando com todos e todas de braços cruzados, aplaudindo - tantos desses focos de incêndio metafóricos. Ódio, avareza, opressão, ignorância, canalhice, falta de empatia, hipocrisia... Fogo por todos os lados queimando o que resta de esperanças.
Não creio numa vida plena, mas acredito ser possível sonhar com uma vida amena - no sentido de serem amenizadas as dores inevitáveis. Se a vida é muito curta para ser pequena, não podemos enclausurar sonhos, apequenar nossas intenções ou mitigar nossas esperanças com imposições que não nos façam sorrir sorrisos espontâneos e autênticos.
M ais do que tudo,
A credito que o bem maior
E stá nas palavras.
E é em palavras que trazemos
U m pouco daquilo que temos/somos.
T enho, cá, comigo,
E ssa alegria incansável/incontestável...
A gratidão por saber-me
M ais feliz que qualquer outro.
O filho que eu sempre quis ser
Por mais fundo seja o buraco, mesmo no fundo se consegue ver as estrelas.
(24 de janeiro de 2017)
Perdoar tem, não por coincidência, o verbo "doar" embutido. Isso nos remete à uma realidade: é impossível perdoar equívocos alheios sem que, nisso, estejamos doando algo de nós.
Existem os que perdoam doando de si sua compaixão. Exercem algo de empatia e entendem que não podem atirar pedras uma vez que são passíveis de equívocos também. Essas pessoas perdoam e seguem.
Perdoar não é esquecer. Já disseram bem e reforço aqui. Porém, não esquecer não quer dizer ter mágoas. Longe disso. É, num exemplo tosco, você queimar a mão no fogo. Ninguém tem raiva do fogo por ter tido sua mão queimada num passado remoto. Mas, uma vez queimada, passamos a ver o fogo de outra maneira. Não esquecemos que aquele fogo pode queimar, mas ficamos perto o quanto nos seja possível e tanto quanto não nos fira a carne. Entendem?
Há os que perdoam em total fraternidade. Sabe a parábola do filho pródigo. Então... É comum as pessoas que se dizem cristãs, ou até de outras filosofias religiosas, se emocionarem com ela. É bela e profunda. Mas: e se fossemos nós aquele pai? Qual seria nossa atitude de perdão? O que iríamos doar de nós mesmos para aquele nosso filho no seu retorno? Aquele pai da parábola doou todo seu amor, em fraternidade. Não apenas em vias de sua paternidade imediata, mas viu naquele filho um espírito sedento por aprendizados. O recebeu, acolheu e fez seu coração de abrigo para seu retorno.
Há diversos exemplos de doação em termos de perdão. Até existem os que perdoam num sentido de "obrigação" quase dogmática. Não creio serem um bom exemplo aqui, mas há desses, claro. Perdoam utilizando-se das aparências. Mas deixam a mágoa guardada e que (re)surgirá um dia sobre alguém ou sobre o próprio algoz inicial.
Bom, perdoar é doar de si seu melhor. Quando não temos muito de bom para oferecer, mesmo assim, se tentamos perdoar alguém, que saibamos aplaudir nossa iniciativa. Aplaudir as tentativas das pessoas ao nosso redor. Claro, sempre vigiando a nós mesmos - e os demais, na medida do possível - para que nosso perdão seja cada vez mais um exemplo de doação próspera.
Que não nos esqueçamos do perdão dado pelo pai do filho pródigo. Pensemos sempre conosco próprios: "e se eu fosse aquele pai? Que perdão eu proporcionaria?". Haverá muito aprendizado para ser conquistado a partir do dia em que estudarmos mais a fundo aquela parábola.
Cada um ao seu tempo, saibamos nós, todos, ter disciplina para refletir sobre os paradigmas implícitos na tarefa de perdoar. Saberemos doar o melhor de nós a cada novo perdão.
Estejamos vigilantes. Sempre!
A quem eu defendo quando me calo?
Perguntei-me sobre isso, sem saber...
O silêncio preenche o momento quando não falo,
Mas tudo quanto é silenciado dá seu jeito de nos revolver...
Calar opiniões ou um sentimento
É colocar sob o solo fértil do que somos
Sementes que vão ressurgir n'algum momento.
E nascerá, talvez, a visão tardia, quiçá derradeira, daquilo o que não fomos.
_ Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
Relatos de um processo individual, observando o coletivo
ALERTA DE TEXTO ÁCIDO E DESAGRADÁVEL PARA A IMENSA MAIORIA!
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Pessoas se cansam. Isso, todos nós sabemos! Mas cansamos, em geral, daquilo que fazemos repetidas vezes. Cansamos daquilo que nos desgasta. Cansamos daquilo pelo qual teremos que nos esforçar muito. Cada um encontrará em si respostas para a pergunta: "Você se cansou de fazer aquilo por quê?". Para muitos, dizer-se "cansado" disso ou daquilo é apenas a mais corriqueira desculpa para não fazer algo que sabe que deveria fazer. Simples assim. Mas, continuemos...
Na saúde mental, fator crucial à felicidade e prosperidade de um humano, é fundamental sentir a presença do afeto. Tanto quanto a ausência do afeto na formação do ser, lá na infância, adolescência e até juventude, será (ou foi) crucial na formação de um indivíduo com o qual venhamos a conviver amanhã ou já convivemos hoje. Ausência de afeto e a percepção dessa ausência causa danos que podem ser irreparáveis.
Dito isso, sem afeto: pessoas sofrem! Uma pessoa que está em processo de anedonia completa (e complexa), termo que se refere ao sintoma de ausência de prazer em suas atividades, precisa de incentivo, de apoio, de alguém que lhe encoraje. Tantas vezes, as origens disso vêm da infância - criações restritivas, punitivas, mas que não vou me ater à elas aqui.
Seguindo, eis um fado dos pacientes depressivos: os que são privilegiados de início e que têm várias pessoas ao redor (família, amigos, colegas, etc) estarão com praticamente ninguém do seu lado ao final do seu processo de doença - se aquele processo depressivo perdurar. E os que nem tinham lá muita gente por perto? Esses, arrisco-me a dizer: estarão em completa solidão - acompanhados apenas da triste e deletéria presença de si mesmos.
Percebo isso nitidamente. Quando somos requisitados, bem quistos de alguma forma, agregamos pessoas ao nosso redor. Em geral: agregamos enquanto somos úteis de alguma maneira - mas isso é assunto para outro texto também. Nessa sociedade de consumo, líquida, agregamos pessoas em nosso dia a dia mediante a utilidade delas em nossas vidas. Hipócritas que somos, diremos que isso é mentira. Mas, entenderão - alguns de nós - um dia. Alguns, inclusive, sentindo isso na própria pele, infelizmente.
Passado o tempo, caso alguém desenvolva um processo depressivo: tudo bem! Eles ocorrem. Estamos mais evoluídos que há anos e décadas atrás. O assunto é debatido. É politicamente incorreto não demonstrar empatia, correto? Mas, essa empatia descida "goela abaixo" em muitos por aí não perdura o tempo que um processo depressivo dure - casos graves ou refratários, em especial. Dessa forma, um depressivo que passa por transtornos por anos e anos tem algumas alternativas ao ver que nunca se curou nesse tempo e que não sabe se estará curado um dia:
1) ignorar sua doença e suas sensações e fingir, aderindo, no mundo meramente estético que temos, aos sorrisos triviais de redes sociais e afins e nunca tocar naquele assunto "constrangedor" e íntimo seu com ninguém. Fingir alguma felicidade nas redes sociais e se habituar aos comentários clichê como: "que bom ver você feliz!" e coisas assim;
2) seguir calado, executando o silêncio cada vez mais profundo até que não haja mais assuntos possíveis em que se interesse, em que sinta que pode acrescentar algo e que se sinta apto (interessado) a dialogar. Reforçando mais ainda seu processo de isolamento e solidão, num ciclo vicioso que, para tantos casos, culminará em autoextermínio;
3) iniciará um isolamento progressivo, numa espiral de catástrofe que inevitavelmente culminará em mais sofrimentos. Seguirá calado, fingindo, etc, mas, surpreendentemente, terá a sorte de ter sempre uma pessoa (se com muita sorte: até mais que uma) que tenha real empatia, percepção humana/espiritual/emocional e, mais que isso: insistência e persistência. Essa pessoa dirá, de alguma forma, coisas lindas como: "Ei, eu estou aqui e sei do seu sofrimento!". Isso é tudo e, acredito hoje ser a única e real possibilidade de um depressivo grave e refratário se curar ou, pelo menos, sorrir tendo esperanças.
Dessa forma, faço aqui um relato. Devem existir vários outros caminhos, claro. Não quero ser fatalista. Mas sei que, caso mais pessoas leiam, boa parte irá odiar o que está escrito, porém algumas pessoas vão se identificar e se colocar a pensar. É a essas para quem dedico o texto. Esses caminhos acima são alguns que fui construindo e entendendo, observando. Mas, o que quero dizer é: tente exercer a empatia. Sabe aquela pessoa que você um dia chamou de amigo ou colega ou demonstrou algum afeto? Uma pessoa que lhe foi "útil" um dia? Ela de fato lhe é importante? Se sim: supere seu conforto e vá atrás dela. Insista! Mande um "Olá! Saudades de você!". É lindo receber isso quando menos se espera - após tanto e tanto esperar e, geralmente, resultar em nada.
Pode ser que aquela pessoa isolada esteja com vários muros mentais e não vá falar muito de si mesma nem assumir nada do seu sofrimento em primeiro instante. Persista! Tenha paciência! Diga frases como: "Independente de qualquer coisa: estou aqui, beleza?". Ah, uma dica: quando for procurar informações, puxar conversa com pessoas que possam estar, de fato, sofrendo, não comece com: "Está tudo bem?". Pois, ao perguntar isso, tantas delas (ou quase todas) responderão de forma evasiva, pois sabem que a imensa maioria dos que perguntam isso querem como resposta apenas o trivial: "Sim. Está tudo bem!". Então, busque alternativas para iniciar um diálogo.
Entendo hoje que enviar mensagens com conteúdos de, p.ex., músicas que alegrem e que te façam lembrar da pessoa é uma iniciativa excelente. Alguma palestra então? Sugestões de algo que acredite mesmo que vá tocar aquela pessoa, lhe fazer um bem real. Algum texto, poesia... Algo do gosto dela, qualquer que seja ele. Tente! Envie algo com os dizeres: "Vi isso e lembrei de você... Saudades!". Seria um belo início para uma eventual conversa que consolide uma porta aberta para aquela pessoa sentir: "Sim, existe amor/amizade/alguma alma ali. Alguém para quem eu não sou apenas um contato na agenda".
Sentir isso é uma porta imensa que se abre no sofrimento. Saber que alguém, aquela pessoa (mesmo que seja somente aquela única pessoa), poderia "carregar aquela cruz" contigo nem que fosse por alguns instantes, se fosse algo material o processo da crucificação que a depressão e outras doenças correlatas o são, e não apenas uma metáfora.
Façamos a metáfora da crucificação ser apenas uma metáfora mesmo trazida da história e da Bíblia, se possível. Se ela persistir/existir de fato para alguém que, mesmo que pouco, lhe seja importante: exerça a empatia, o amor, o afeto e, junto disso tudo (e talvez mais importante): a persistência. Nunca abandone alguém. Nunca! Ainda mais se já soube algum dia daquele sofrimento real em que a pessoa está - mesmo que finja que não.
Abandonar sempre será, todavia, uma opção. Como deixei claro: a imensa maioria opta por abandonar e pronto. Ignorar e pronto. Não há pelo que se espantar. Somos humanos, seres hipócritas e primitivos. O que não nos agrega utilidade imediata, dispensamos. Se você é um desses que age e pensa assim, tudo bem. Você não está sozinho/a. Mas, entenda: caso aquele longo e árduo processo de doença, a crucificação, termine em se concretizar, ou seja, caso surja a morte como desfecho - tantas vezes em autoextermínio: não chore! Não!
Não finja jamais que está arrependido ou que se importava com aquela pessoa. Não diga coisas clichê como: "Eu deveria...", "Eu não sabia...". Isso são discursos retóricos de um sentimento (real ou simulado) de culpa que em nada importa mais. Não sei como funciona após a morte, mas hipocrisia deve ressoar desse lado da vida e do outro que haja da mesma forma: como hipocrisia - algo muito ruim!
Enfim, caso a crucificação de alguém se concretize ao seu lado ou bem perto e se você for desses que sempre optou por abandonar: ignore o ocorrido, passe por ele sem lágrimas, sem nada de falsa piedade, pois seria uma hipocrisia enorme! E hipocrisias doem!
Na imagem: recomendação de leitura. Origem: obra "FONTE VIVA", por Emmanuel através de Chico Xavier.
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Abaixo, seguem humildes considerações após refletir:
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Acerca da reflexão inicial: "(...) o Senhor te dará entendimento de tudo", escrita por Paulo, Emmanuel completa afirmando que distração e leviandade acabam nos afastando do entendimento real do Evangelho - e, entendo também, da ação cristã ideal.
"Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças". Mais perfeito a colocação, impossível. E contemporânea a sugestão, eu diria.
Sobre a frase inicial de Paulo, ele inicia aquela reflexão sugerindo: "Considera o que te digo (...)". E "considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar", complementa Emmanuel. Acredito que cada ser, cada sociedade, cada geração exige seu tempo particular para aprender tal dádiva do espírito: saber considerar.
Encerra-se a reflexão do texto com a afirmação de que "prestando atenção aos apontamentos (...), o Senhor, em retribuição à nossa boa vontade, dar-nos-á entendimento em tudo".
Complexo? Contemporâneo? Saibamos considerar. Além disso, acrescento: saibamos esperar o tempo e o entendimento necessários para cada época ou situação ruim.
_ texto de Pedro Igor Guimarães Santos Xavier